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terça-feira, 13 de outubro de 2009
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA
Qualquer mudança relativamente permanente no comportamento resultado de uma experiência
O Humano é o único ser vivo capaz de alterar o ambiente para seu conforto
A aprendizagem conduz o humano a adaptar-se ao ambiente, alterá-lo e dominá-lo
Através da aprendizagem e mudança do comportamento, desenvolvemos os conceitos de cidadania e produtividade.
LEI DO EFEITO
1- O comportamento ocorre em função de uma consequência (reforço ou recompensa e punição);
2- Comportamento reforçado tende a ser repetido;
3- Comportamento punido tende a ser evitado;
PROCESSOS DA APRENDIZAGEM
FORMAÇÃO
1-Ocorre em etapas graduais
2- Através de tentativas e erros
3-Desenvolve habilidade
MODELAGEM
1- Provoca mudanças complexas
2- Mais rápida
3- provoca observação e reflexão
4- Incorpora novo estilo comportamental
BEHAVIORISMO
Teoria comportamental da aprendizagem.
1- Comportamento RESPONDENTE
2- Comportamento OPERANTE
COMPORTAMENTO RESPONDENTE
E o comportamento reflexo, não voluntário.
Frente a estímulos naturais, o próprio organismo elicia uma resposta.
Estímulo Resposta
Ex. Flash – piscar
COMPORTAMENTO OPERANTE
Após emitir um comportamento no ambiente, os estímulos presentes determinam a aprendizagem.
Esses estímulos podem ser positivos ou negativos
RESPOSTA ÉSTÍMULO
Ex. Trabalho – salário
OS ESTÍMULOS
A todo estímulo capaz de determinar um comportamento, denominamos de incentivo.
Todo incentivo é capaz de reforçar um comportamento, seja de aproximação ou de evitação, dependendo se o reforço for positivo ou negativo.
REFORÇO POSITIVO
É todo evento que aumenta a probabilidade futura da resposta que o produz.
Ex. 1- O indivíduo produziu além do esperado e teve como incentivo uma porção extra no salário.
2- O aluno estudou muito e tirou nota máxima na prova.
REFORÇO NEGATIVO
É todo evento que aumenta a probabilidade de uma resposta que o remove ou atenua.
Podem ser de esquiva ou de fuga.
ESQUIVA – Ao perceber um estímulo aversivo que antecede um evento, tento evitá-lo antes que o segundo aconteça.
FUGA – Quando o evento aversivo ocorre, procuro fugir do mesmo.
Exemplos:
ESQUIVA: Quando a máquina começa a fazer um ruído estranho, o indivíduo desliga-a antes que produza peças defeituosas.
FUGA: O indivíduo desliga a máquina logo após a primeira peça sair defeituosa.
EXTINÇÃO DO COMPORTAMENTO
Toda resposta que deixou de ser reforçada, deixa de ser emitida.
Exs. O trabalhador que produziu além do esperado e não recebe uma porção extra no salário, pode começar a produzir apenas o suficiente.
O barulho estranho da máquina não gerou peça defeituosa, assim não desligará mais a máquina ao ouvir o barulho.
PUNIÇÃO
A punição não é eficaz.
Ela suprime uma resposta temporariamente.
Ela somente terá efeito se for intensa e constante, porém gerará emoções negativas.
PSICOLOGIA APLICADA À EDUCAÇÃO FÍSICA
DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL EM ADULTOS
O estado psicológico em adultos, como a auto-estima, o auto-conceito, a percepção do mundo, a imagem corporal, os estados emocionais e outros, sofrem influências das atividades e experiências que vão sendo adquiridas ao longo de seu envelhecimento.
Ser, durante a vida adulta, produtivo ou não, ter construído ou não uma vida positiva tanto social como pessoal, manter ou não os amigos, aposentar-se com dignidade e muitas outras atividades e experiências refletem na maneira como o indivíduo envelhece.
Do início da idade adulta ao envelhecimento, dentro dos estágios do desenvolvimento psicossocial proposto por Erik Erikson, o indivíduo passa por três fases críticas que, se não resolvidas, não consegue passar para o estágio seguinte.
É necessário mencionar que antes da idade adulta a pessoa passa ainda por cinco estágios, conforme o sua teoria.
Na idade adulta o indivíduo experimenta as fases:
a) Dos 18 aos 25 anos de idade = Intimidade x Isolamento: Fase em que o indivíduo desenvolve amizades adultas e intimidades com pessoas do sexo oposto. Caso não consiga desenvolver essas relações, vão se formando sentimentos de isolamento que, impedirão o desenvolvimento para a fase seguinte;
b) Dos 26 aos 65 anos de idade = Produtividade x Estagnação: Nesta fase a pessoa busca o sentimento de utilidade para si mesmo e para a sociedade. Necessita sentir-se produtivo o que aumenta a auto-estima elevando a auto-realização. A família e o trabalho são as fontes principais para o desenvolvimento positivo dessa fase. Quando o indivíduo sente-se incapaz de contribuir produtivamente na sociedade, adquire um sentimento de tédio e auto-indulgência o que o conduz a uma estagnação mais conhecida por crise da meia-idade.
c) Dos 65 à velhice = Integridade x Desespero: Quando a pessoa observa as experiências pela qual passou em toda a vida, tudo o que construiu e ajudou a construir junto à sua comunidade ou sociedade em geral, experimenta uma aposentadoria com dignidade, tanto pelo fator renda sem consumismo como pelos afetos dos que com ele caminharam. A morte é inevitável, porém ela lhe aparece com muita sobriedade. Caso tenha feito más escolhas no passado e sente arrependimentos pelas oportunidades que deixou passar, experimenta a angústia e o desespero de não poder voltar e recomeçar. O conflito e o medo entre a vida, da forma como lhe apresenta, e a morte coloca-o sobe constante estado de indecisão.
As relações sociais, as amizades e as atividades levam a pessoa, pelo contato humano, a uma vida mais feliz.
SISTEMA NERVOSO CENTRAL NA IDADE ADULTA E VELHICE
O sistema nervoso central é composto de aproximadamente cem bilhões de células nervosas denominadas de neurônios. Cada neurônio é composto por um corpo celular, um axônio e vários dendritos. A transmissão de informações se dá dos dendritos de uma célula para o axônio de outras e são denominadas de sinapses. Elas ocorrem a partir de ondas elétricas que liberam produtos químicos chamado de neuromediadores. Os dendritos não encostam-se aos axônios e o neuromediadores saltam de uma célula para outra.
Essa complexa rede nervosa é responsável por toda a atividade humana, consciente ou inconsciente. Ela recebe estímulos do ambiente interno e externo e comporta-se em conseqüência.
Ressaltamos que milhares de neurônios morrem diariamente e não se regeneram. Estudos recentes demonstraram que ainda, independente da idade, alguns novos neurônios nascem, mas não o suficiente para restaurar as perdas. As drogas, como álcool, cigarro e outras mais pesadas tendem a matar ainda mais neurônios do que o normal. O oxigênio é imprescindível para a vida dos neurônios e, ambientes poluídos, são sérias ameaças aos mesmos.
Ao chegar à velhice, mais de 10% dos neurônios já morreram o que nos leva a conclusão dos estados debilitados tanto físico como psíquico da pessoa.
O Sistema nervoso é responsável pela produção de hormônios como a adrenalina, acetilcolina, serotonina, endorfina, etc. Esses componentes correspondem ao nosso modo de viver e comportar. A ausência de um dos hormônios pode comprometer a vida saudável, física e/ou psíquica.
Como os neurônios estão morrendo dia a dia, o cérebro numa tentativa de compensação, desenvolve ramificações, onde um neurônio incorpora as informações e atividades dos que morreram. Este fenômeno chamado de plasticidade cerebral causa uma sobre carga acarretando um desgaste maior de cada neurônio.
A oxigenação revitaliza essas células dando-lhes mais potência e durabilidade para manter o organismo saudável do ponto de vista físico e emocional.
Podemos concluir que tanto o desenvolvimento psicossocial como o neurológico através de amizades, boa alimentação, atividades físicas, e outras, levam o indivíduo a uma longevidade e a felicidade de existir.
TABELA DE ATIVIDADES PARA O BEM ESTAR DO IDOSO
. Exercícios de dança melhoram a imagem corporal.
. Caminhadas e corridas leves diminuem a ansiedade.
. Flexibilidade, alongamento, relaxamento e meditação auxiliam no tratamento da depressão.
Etc.
“Um sentimento de bem-estar serve, de alguma maneira, como termo geral e representa algum tipo de alteração positiva na atitude de uma pessoa (Hird e Williams, 1989). Após 14 semanas de um programa aeróbico, Terri e Templer (1985) observaram melhoras significativas no auto-conceito de adultos mais velhos. Além disso, homens e mulheres, entre idades de 55 e 85 anos, demonstraram percepções aumentadas de auto-conceito ao término de um programa motor de oito meses de dança (Berryman-Miller, 1988)” David L. Gallahue e John C. Ozmun, 2003 pg552.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
CRÍTICAS AO CONSUMEIRÍSMO
TEXTO
UMA CRÍTICA À SOCIEDADE CONSUMEIRÍSTA
Nossa sociedade caracteriza-se por uma cultura consumeirísta onde o valor do indivíduo equivale ao valor do seu consumo.
Pela comodidade ou status o indivíduo busca uma identificação com determinada classe social e, somente sobrevivendo nela estará garantida a sua auto-estima.
A busca incessante para a manutenção ou aumento do poder aquisitivo com o objetivo de adquirir bens que ponham em evidência não somente seu valor, mas também dos filhos, através do consumo de novos produtos, levam os pais a se embrenharem cada vez mais no mundo do trabalho. Dessa forma a relação entre os membros da família tornam-se mais escassa. O afeto, comprometido pelas ausências, é substituído por objetos em forma de compensação.
Os filhos não mais conhecem a tradição, não mais possuem uma relação de identidade com os pais e avós, mas passam a viver a massa e o momento. O futuro? Apenas o consumo cada vez maior. Viver para consumir e identificar-se com os pares. Essa é a falsa felicidade. Esse é o “Admirável mundo novo” de Aldous Huxley (1932).
PESQUISA E ANÁLISE
Produtos de consumo:
1- Liste alguns objetos.
2- Que produtos teve no passado e não utiliza mais?
3- Que produtos possui no momento?
4- Esses produtos que possui, quando comprou algum conhecido já os tinham?
5- O que o motivou a comprar? TV, amigos, etc.?
6- Quantas pessoas que conhece possuem artigos iguais aos seus?
7- Que objetos você ainda não tem, mas seus conhecidos já os possuem?
8- Quais objetos você ainda não tem, mas gostaria de possuir?
9- Dos produtos que você possui, indique aqueles que você:
a. Usa várias vezes ao dia.
b. Usa uma vez por dia
c. Usa várias vezes na semana.
d. Usa uma vez por semana.
e. Usa de vez em quando.
- Perguntas extras:
1- Quantos celulares você já teve?
Descreva o seu celular:
2- Que marca de tênis você usa?
3- Qual produto de consumo é, atualmente, o teu sonho?
PESQUISA EM CASA
1- Artigos de consumo que seus pais usavam quando tinham a sua idade;
2- Artigos que seus pais usam hoje;
3- Artigos que seus pais usavam quando tinham a sua idade e que usam até hoje.
PERCEPÇÃO: Julgamentos e preconceitos.
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM LOGÍSTICA-FKB
Disciplina: ÉTICA E COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL
(Continuação da aula “PERCEPÇÃO”)
... INTERPRETAÇÃO DAS IMPRESSÕES SENSORIAIS
O mundo real não é exatamente como o vemos, pois interpretamos o mundo atribuindo nossos valores e chamamos a isso de realidade.
Os fatores que influenciam na nossa percepção do mundo são: Os aspectos intrínsecos do observador, o alvo de nossa percepção e a situação que cerca a experiência.
O observador: Os órgãos dos sentidos captam os estímulos externos e internos ao indivíduo e registram em forma de sensação (impressão simples e pura no cérebro). Os estímulos registrados serão interpretados pelo indivíduo, ocorrendo a percepção. Essa interpretação se faz a partir das conexões nervosas de todo o cérebro e são adicionados, no momento da interpretação, as experiências anteriores do indivíduo, sua motivação, atenção, interesses, desejos, estado emocional, expectativas, tipo de raciocínio, crenças, valores, etc.
Uma vez interpretado, o indivíduo determinará uma atitude que se transformará em comportamento, podendo ser apenas um pensamento até uma ação. Esse comportamento interferirá no mundo de forma a levá-lo a determinada nova situação, onde novos estímulos estarão sendo, novamente registrado em seu cérebro para que um novo comportamento se faça. Esse círculo, estímulo – comportamento – estimulo, chamamos de retroalimentação.
O alvo: O mundo é percebido não separadamente, mas num conjunto, onde todas as coisas estão interligadas, ou coesas.
Nesse ambiente forma um todo, temos a tendência de observar tudo aquilo que foge do comum. Nossa atenção é direcionada para coisas que se destacam da multidão, que são diferentes, que se destoam do comum. Sons mais altos, Cores que destoam das outras, tamanhos diferentes, etc., são percebidos de forma mais efetiva.
É importante dizer que quando esses fatos, percebidos por se destoarem do comum, se tornarem repetidos por um período grande de tempo, eles passam a fazer parte de uma experiência comum, do dia a dia, e não mais despertará a atenção. Um som alto que se repita em intervalo fixo de tempo, desde que não provoque dores e indisposição, não mais será alvo da atenção por parte do indivíduo.
A situação: Levando em consideração nossas necessidades e estado emocional, os fatos que acompanham o alvo podem interferir na nossa atenção e, como conseqüência, interferir na percepção do mundo. Esses fatos podem ser desde o ambiente em que nos encontramos como temperatura, iluminação, até a ação de outras pessoas, como uma interferência preconceituosa por exemplo.
TEORIA DA ATRIBUIÇÃO
A teoria nos leva a um estudo sobre o julgamento que atribuímos aos comportamentos e atitudes das pessoas em função da nossa interpretação que, de certa forma, se encontram em nosso caminho vivencial de valores próprios. Nossa tendência, em função de suposições devido a esses valores internos, é julgar com preconceitos e malicias todas as ações das pessoas, seja de forma positiva ou negativa, isto é, elogiando comportamentos ou incriminando.
Fato é que se leva sempre para o lado pessoal, como se o indivíduo fosse o próprio comportamento, como se nada o tivesse o levado a agir daquela forma.
Frente a qualquer comportamento observado, ao fazer um julgamento, podemos atribuir uma causa a ele. A causa poderá ser interna ao indivíduo que emitiu o comportamento ou a causas externas a ele.
Causas internas: Atribui-se o comportamento a uma disposição do próprio indivíduo.
Ex.: 1 – Chegou atrasado ao trabalho por que não tem responsabilidade.
2 – Errou por que não prestou atenção.
Causas externas: Julga-se um comportamento em função de fatores externos ao indivíduo.
Ex. 1- Chegou atrasado ao trabalho por que sofreu um pequeno acidente automobilístico.
2- Errou por que foi lhe passado informações erradas.
Esses fatores externos sempre possuem uma causa e, fixando nossa atenção a eles, podemos analisá-los e minimizar ou até mesmo resolver problemas que possam estar comprometendo a produtividade numa organização.
Os fatores externos podem ser: Diferenciação, Consenso e coerência.
Fator diferenciação: Refere-se ao fato do indivíduo apresentar comportamentos em momentos diferentes ou não.
Ex. Se uma pessoa chega atrasada ao trabalho raramente, mas sempre no mesmo período, podemos dizer que seus atrasos estão sendo causados pelo trânsito. Porém, se ela chega atrasada todos os dias, podemos dizer que devemos rever a condução tomada por essa pessoa.
Fator consenso: Refere-se ao comportamento coletivo.
Ex. Se a pessoa chegou atrasada ao trabalho, mas várias pessoas estão também se atrasando no mesmo horário, podemos atribuir a causa à condução utilizada, ou a supervisão da própria organização, ou qualquer outro fato que deverá ser analisado.
Fator coerência: Refere-se a comportamentos habituais ou não, isto é, emite comportamentos iguais em diferentes momentos.
Ex. A pessoa está sempre atrasada em todos os períodos ou em apenas um determinado período. Os fatores podem dizer que a causa pode ser até mesmo interna ao indivíduo ou a circunstâncias referentes ao transito.
Assim, podemos perceber que todos os comportamentos são julgados de diferentes formas, dependendo da visão e valores no momento da interpretação feita por um observador.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
CURSO TECNO I - Comportamento Organizacional
PERCEPÇÃO, PERSONALIDADE, INTELIGÊNCIA E MOTIVAÇÃO
PERCEPÇÃO:
- Sensação: Impressão simples e pura, no cérebro, proveniente dos órgãos dos sentidos.
- Percepção: Interpretação da sensação.
- Órgãos dos sentidos: Externos – visão, audição, tato, paladar e olfato. Internos – sinestésico, viscerais e vestibular.
Interpretação das impressões sensoriais:
O mundo real não é exatamente como o vemos.
Interpretamos o que vemos e chamamos a isso de realidade.
O observador, o alvo e a situação, são fatores que influenciam a percepção.
Interferência na percepção:
Por parte do observador:
Órgão do sentido → sensação → interpretação (motivação, experiências anteriores, estado emocional, expectativas, tipo de raciocínio, temperamento, crenças, valores, etc.) → atitude → comportamento.
Retroalimentação: Os estímulos levam a um comportamento e este provoca um novo estímulo para um novo comportamento.
Por parte do alvo:
Observamos o mundo em um conjunto.
O que nos chama a atenção é o diferente no contexto. Que pode ser: som, cores, tamanho, etc.
Obs. – O diferente quando é repetido muitas vezes torna-se comum e não mais percebido como antes.
Por parte da situação:
Pode aumentar ou diminuir nossa atenção às coisas que nos rodeiam, podendo ser: localização, iluminação, temperatura, ambiente, etc.
Teoria da atribuição:
Observar e perceber comportamentos e atitudes das pessoas em forma de julgamentos, preconceitos e malícias.
Tudo, em função de suposições.
Julgamentos:
Causas internas: Atribui-se uma disposição do próprio indivíduo.
Ex. Chegou atrasado por que não tem responsabilidade.
Causas externas: Resultante de estímulos externos.
Ex. Chegou atrasado por que o trânsito estava engarrafado.
- Esses julgamentos dependem de três fatores: Diferenciação, consenso e coerência.
Fator diferenciação:
Refere-se ao fato do indivíduo apresentar comportamentos diferentes em momentos diferentes.
Ex. A pessoa chega atrasada.
Se ela esta sempre atrasada para tudo, atribuímos ao comportamento uma causa interna.
Se o atraso é raro, pensamos em uma causa externa.
Fator consenso:
Refere-se ao comportamento comum a várias pessoas ou não.
Ex. A pessoa sempre chega atrasada ao trabalho.
Se, somente ela, chega sempre atrasada, atribuímos a uma causa interna.
Caso várias pessoas cheguem atrasadas, atribuímos a uma causa externa.
Fator coerência:
Refere-se ao comportamento rotineiro ou habitual.
Ex. A pessoa chega atrasada.
Se ela em esse comportamento aleatoriamente, atribuímos a uma causa interna.
Se ela emite esse comportamento sempre no mesmo horário, atribuímos a uma causa externa.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
COLÉGIO ATHENAS I e II - HUMANIDADES
Cultura popular, cultura de elite, cultura de massa
Orlando Fedeli
Cultura de massa é, em nossos dias, conceito dos mais amplos, abrangendo, muitas vezes, toda e qualquer manifestação de atividades ditas populares. Do carnaval ao rock and roll, do jeans à coca-cola, das novelas da televisão às revistas em quadrinhos, tudo, hoje, pode ser inserido no cômodo e amplo conceito de cultura de massa.
Todavia, muitos dos que assim utilizam tal conceito ver-se-íam em dificuldades se indagados acerca de sua real abrangência.
Antes, porém, de estudar o que vem a ser cultura de massa, cabe perguntar: o que é cultura? O que é massa?
Povo e Massa
O Papa Pio XII, em sua célebre Radiomensagem de Natal de 1944, distinguiu magistralmente os dois conceitos.
O povo, ensina o Pontífice, é formado por indivíduos que se movem por princípios. Ele é ativo, agindo conscientemente de acordo com determinadas idéias fundamentais, das quais decorrem posições definidas diante das diversas situações.
A massa, ao contrário, não passa de um amálgama de indivíduos que não se movem, mas são movidos por paixões. A massa é sempre, e necessariamente, passiva. Ela não age racionalmente e por sua conta, mas se alimenta de entusiasmos e idéias não estáveis. É sempre escrava das influências instáveis da maioria, das modas e dos caprichos que passam.
A massa é como a areia movida pelo vento, ou o rebanho nas mãos do pastor. Movem-na apenas veleidades: o dinheiro, a facilidade, o luxo, o prazer, o prestígio.
Como animais que temem desgarrar-se do rebanho, os indivíduos que compõem a massa jamais discordam da maioria. Pergunte a um jovem se conhece determinado cantor da moda, e ele terá imensa vergonha em confessar sua eventual ignorância. Em seguida, ele procurará conhecer tal cantor, decorar suas músicas (mesmo que na verdade não as aprecie), conhecer sua história. Somente então, sentir-se-á reconfortado, pois estará finalmente "como todo mundo".
A inserção na massa lhe impõe que se vista como os outros, que coma como os outros, que goste do que gostam os outros.
Ser, pensar, agir, estar sempre, obrigatoriamente, "como os outros" é amoldar-se inexoravelmente a esse implacável "deus" chamado "todo mundo". É renunciar à própria individualidade, trocando-a pelo amorfo e medíocre "eu coletivo" da multidão.
Inserir-se na massa é socializar a si mesmo.
A massa é, portanto, o povo degenerado.
Pode a massa ter cultura?
Cultura
Alguém definiu cultura, sob o prisma individual, como aquilo que permanece após ter-se esquecido tudo o que se aprendeu.
Transplantando tal conceito para o plano coletivo, poderíamos afirmar que cultura é o resíduo, imune à ação do tempo, dos conhecimentos - em sentido amplo - fundamentais dos povos. A cultura de determinada civilização vem a ser, portanto, o conjunto de seus valores e conhecimentos perenes.
Como se forma a cultura de um povo?
O termo cultura tem sua origem na agricultura, em razão da flagrante analogia entre as etapas do cultivo de um terreno e a formação da cultura humana.
Com efeito, a cultura de um terreno pressupõe sua limpeza de toda sujeira e ervas daninhas, a aragem e o cultivo dos vegetais desejados.
A plantação deverá obedecer determinadas regras. Será preciso plantar, antes de mais nada, coisas úteis, eis que uma cultura de ervas daninhas será uma falsa cultura.
Ademais, será necessário plantar em ordem, de maneira que, por exemplo, cada cereal esteja separado dos demais, a fim de que possa receber o tratamento que mais lhe convém.
Algo análogo se passa com a formação da cultura dos homens e dos povos.
Antes de mais nada, a boa cultura exige que se limpem as inteligências de todos os erros e falsas opiniões - ervas daninhas de nossas mentes - que comprometem tudo o que nelas venha a ser plantado.
Após, será preciso "arar" nossas inteligências, habituando-as a pensar. Pois apenas estudar não significa adquirir cultura: há analfabetos mais "cultos" do que muitos eruditos.
Finalmente será chegado o momento de "plantar", ordenadamente, verdades úteis em nossa mente.
Não basta, portanto, ao ser humano estudar, mas é preciso, antes de mais nada, selecionar aquilo que se estuda e se guarda, de modo a se conhecer coisas úteis.
Uma lista telefônica, por exemplo, está repleta de informações verdadeiras. Todavia, nenhuma utilidade traria seu estudo. Se olharmos em torno de nós, veremos com surpresa quantos há que dispersam seu tempo e inteligência com absolutas banalidades.
Além de ter por objeto coisas úteis, a formação cultural exige que se observe determinada ordem no estudo, a qual hierarquize nossos conhecimentos de forma lógica.
Assim, temos que, a cultura da enciclopédia - que posiciona os temas de acordo com sua "ordem" alfabética, e não sua importância ou encadeamento lógico - não pode ser considerada verdadeira cultura. Pois a enciclopédia, vasta e superficial, pode ser comparada com um oceano que uma formiga atravessaria com água pelas patas...
Visto o processo de formação cultural - que, mutatis mutandis, se aplica também à formação da cultura dos povos - cabe responder à indagação acerca da possibilidade de existência de uma cultura de massa.
É fácil perceber, tendo em vista o ensinamento de Pio XII, que a resposta somente pode ser negativa, na medida em que a massa, por definição passiva, não é capaz de cultivar - "limpar", "arar", "plantar" -, por si mesma, o que quer que seja.
A pseudo-cultura de massa não passa, na verdade, de um oceano de imposições ditadas pelos meios de comunicação, muitas vezes identicamente destinadas às mais díspares regiões e povos.
Não é por outro motivo que as massas, sejam da América, Europa ou Ásia, apreciam e produzem a mesma arte, vestem as mesmas roupas, gostam das mesmas comidas. Não é por razão diversa que os estilos, as maneiras, as tradições, enfim, a cultura peculiar de cada povo vem dando lugar, em larga medida, a uma triste "standardização" universal.
Exatamente por não partir genuinamente dos povos, mas ser sempre uma imposição de cima para baixo, a pseudo-cultura se mostra indiferente e imune às profundas diferenças existentes, por exemplo, entre japoneses e italianos, ou entre norte-americanos e árabes: todos consomem os mesmos hamburgueres e coca-colas...
Todos receberam a mesma falsa e estereotipada "cultura".
Cultura Popular
Algo totalmente diverso, porém, ocorre em relação ao povo. Este tem movimento próprio, guardando seus próprios princípios e movendo-se de acordo com eles. Ao povo é dado, portanto, formar sua própria cultura, reflexo evidente das idéias fundamentais que o movem.
Ao contrário da chamada "cultura" de massa, a cultura popular tem suas raízes nas tradições, nos princípios, nos costumes, no modo de ser daquele povo.
Desta forma, cada povo produz, por exemplo, uma arte peculiar, reflexo de suas específicas qualidades, necessariamente diversa das artes de outros povos. Assim, por exemplo, houve uma verdadeira arquitetura colonial brasileira - expressão de autêntica cultura de nosso povo -, muito diferente da arte de escultores de outros povos.
Cultura de Elite
Mas a verdadeira cultura popular não se esgota em si mesma.
Conforme ensina o mesmo Pio XII, o povo sempre produz uma elite, formada por aqueles que se destacam nos mais variados campos.
E essa elite, naturalmente, aperfeiçoará a cultura popular. Portanto, é a cultura popular a causa eficiente da verdadeira cultura de elite, a qual não lhe é oposta, mas prolongamento natural dela, como a flor é produto da raiz.
Raiz e flor não se repelem, amam-se. A flor é o "orgulho" da raiz, pois esta é mãe daquela.
Vivaldi, Handel e numerosos outros compositores clássicos foram buscar temas para suas músicas nas canções populares de seu tempo. Não fosse a boa poesia popular, a literatura não teria Os Lusíadas ou A Divina Comédia.
A pobre massa, por sua vez, não produz elite, nem cultura. Dela somente nasce destruição da verdadeira cultura.
Para citar este texto:
Orlando Fedeli - "Cultura popular, cultura de elite, cultura de massa" MONTFORT Associação Culturalhttp://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=politica&artigo=cultura&lang=bra Online, 21/09/2009 às 20:56h
EDUCAÇÃO FÍSICA-FKB I - Psicologia da Educação
O cérebro humano é um conjunto de milhões de células nervosas (neurônios) e divide-se em dois hemisférios, o esquerdo e o direito, unidos por uma estrutura de fibras nervosas (axônios) denominado “corpo caloso” responsável pela troca de informações entre as diversas áreas do córtex cerebral.
OS HEMISFÉRIOS
O hemisfério dominante em 98% dos humanos é o esquerdo, responsável pelo pensamento lógico e competência comunicativa, diz-se dominante, pois nele localiza-se 2 áreas especializadas: a área de broca (córtex responsável pela motricidade da fala) e a área de Wernicke, (responsável pela compreensão verbal). O hemisfério direito é responsável pelo pensamento simbólico e criatividade.
CORTEX MOTOR
É responsável pelo controle e coordenação da motricidade voluntária. Traumas nesta área causam fraqueza muscular ou mesmo paralisia. O córtex motor do hemisfério esquerdo controla o lado direito do corpo, e o córtex motor do hemisfério direito controla o lado esquerdo do corpo. Cada córtex motor contém um mapa da superfície do corpo: perto da orelha, está a zona que controla os músculos da garganta e da língua, segue-se depois a zona dos dedos, mão e braço; a zona do tronco fica ao alto e as pernas e pés vêm depois, na linha média do hemisfério.
PRÉ MOTOR
É responsável pela aprendizagem motora e pelos movimentos de precisão. É na parte frontal da área do córtex motor correspondente à boca que reside a Área de Broca, que tem a ver com a linguagem. A área prémotora fica mais ativa do que o resto do cérebro quando se imagina um movimento, sem o executar. Se for executado, a área motora fica também ativa. A área prémotora parece ser a área que, em grande medida, controla o sequenciamento de ações em ambos os lados do corpo. Traumas nesta área comprometem a velocidade e suavidade dos movimentos automáticos (ex. fala e gestos). A prática de algumas atividades como o piano, tênis ou golfe envolve o «afinar» da zona prémotora, sobretudo a esquerda, especializada largamente em atividades sequenciais tipo série.
CEREBELO
Cabe ao córtex do cerebelo fazer a coordenação geral da motricidade, manutenção do equilíbrio e postura corporal
Fonte de pesquisa: Wikipédia